MADRI, 19 (EUROPA PRESS)
As autoridades do Reino Unido concederam asilo político a Tony Chung, um activista de Hong Kong de 24 anos que se tornou o primeiro a ser preso na região administrativa especial chinesa ao abrigo da nova lei de segurança nacional e por apelar à independência do território.
Isto foi confirmado pelo próprio activista, que afirmou ter recebido uma carta do Governo britânico informando-o de que lhe tinha sido concedido asilo como “refugiado”, dado que corre o risco de “ser perseguido” e, portanto, não pode regressar ao seu território de origem.
Londres concedeu-lhe uma autorização de residência de cinco anos, período após o qual terá de solicitar uma autorização permanente. Entretanto, o Governo de Hong Kong emitiu um comunicado no qual pede aos países terceiros que “parem imediatamente de interferir nos seus assuntos internos”, que são “basicamente assuntos chineses”, como indica o documento.
“Todas as detenções e condenações baseiam-se em provas e factos e procuram pôr fim aos actos criminosos”, afirmou em relação a uma polémica lei que entrou em vigor há cinco anos e que vozes críticas denunciam por considerá-la uma ferramenta para silenciar dissidentes e opositores.
Chung foi condenado em 2021 a três anos de prisão por secessão quando tinha apenas 20 anos. Em 2023, fugiu para o Reino Unido, onde pediu asilo à chegada, por considerar que ainda era alvo de perseguições apesar de ter cumprido a pena – encurtada devido ao seu bom comportamento.
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