casas vazias Uruguai é o foco da nova estratégia do Ministério da Habitação e Ordenamento do Território (MVOT) para dinamizar o mercado imobiliário e combater o deterioração dos centros urbanos. Através da criação do Laboratório de Economia Circular Urbana, a pasta busca detectar imóveis desabitados e em estado de degradação para reformá-los e devolvê-los ao circuito habitacional. Esta iniciativa, que começa com uma fase piloto em cidades de Minas e Passe de Touro, visa solucionar um problema histórico de esvaziamento em áreas que já possuem toda a infraestrutura e serviços necessários.
A diretora de Ordenamento do Território, Paola Florio, explicou que este instrumento permitirá dimensionar soluções para promover o desenvolvimento e o acesso à terra, seguindo as metas estabelecidas no Plano Quinquenal de Habitação. O diagnóstico ministerial detectou que, paradoxalmente, as cidades com crescimento populacional ou industrial mantêm uma elevada percentagem de casas degradadas ou desocupadas nas suas áreas centrais. O objetivo é que estes ativos deixem de ser um “buraco negro” no tecido urbano e se tornem verdadeiras soluções para famílias e jovens que procuram a primeira habitação.
Estratégias para reintegrar casas vazias Uruguai para o mercado
Intervenção estatal no âmbito da casas vazias Uruguai Não se limitará apenas à identificação, mas incluirá ferramentas jurídicas poderosas, como a expropriação, o direito de preferência e programas específicos de reabilitação. Em Minas, por exemplo, a chegada da sede da Universidade Tecnológica (UTEC) gerou uma demanda por moradias jovens que hoje não encontra oferta suficiente no centro, apesar da existência de cadastros abandonados. Ao recuperar esses imóveis, otimiza-se o investimento público já realizado em saneamento, iluminação e transporte.
Por outro lado, em Passe de Touro, a influência da segunda fábrica de celulose da UPM transformou o território, mas não conseguiu resolver o problema da vacância habitacional. O laboratório cruzará dados dos últimos censos populacionais para determinar se uma casa está vaga temporariamente, ocasionalmente, para reparos, ou se está em estado de degradação. Com esta informação, o MVOT poderá adaptar a regulamentação em vigor e gerar programas que incentivem os proprietários a colocar os seus bens em boas condições ou, em última análise, permitir que o Estado intervenha para garantir o cumprimento da regulamentação. função social da propriedade.
IA e drones: a nova “polícia territorial”
Acompanhando a recuperação dos imóveis urbanos, o Ministério implementará um sistema de fiscalização fundiária através inteligência artificial e drones. Este projeto, denominado “polícia territorial”, atuará inicialmente em Villa Serrana (Lavalleja) e nas áreas rurais de Canelones. O sistema processará imagens aéreas para detectar variações no terreno entre um voo e outro, identificando construções irregulares ou intervenções humanas que não cumpram a regulamentação vigente.
O dirigente destacou que o uso de drones é essencial para áreas de difícil acesso onde a supervisão presencial é complexa. A inteligência artificial permitirá discernir se as alterações detectadas constituem um problema para o ordenamento do território ou se se ajustam aos planos de desenvolvimento. Esta tecnologia procura garantir que o crescimento das cidades turísticas e rurais seja ordenado e respeite os recursos naturais, evitando a fragmentação do território sem planeamento.
Um modelo de eficiência urbana
Esta abordagem de economia circular aplicada ao planeamento urbano pretende demonstrar que a articulação dos programas existentes pode gerar cidades mais eficientes. Não se trata apenas de construir novas unidades nas periferias, mas de aproveitar o que já existe e é desperdiçado. A intenção do MVOT é gerar demanda e oferta de bens adequados às necessidades atuais, permitindo que o investimento privado e público se concentre em áreas que já possuem vida urbana, reduzindo assim os custos de expansão da cidade.
Com o início destes testes-piloto, o Uruguai está na vanguarda na utilização de dados e tecnologia para resolver o défice habitacional. Se os resultados em Minas e Paso de los Toros forem positivos, o Laboratório de Economia Circular Urbana será estendido a outros departamentos, permitindo que milhares de imóveis atualmente em desuso cumpram novamente o propósito para o qual foram construídos: fornecer abrigo e segurança aos uruguaios.
Inscreva-se no Uruguai Al Día
Receba as notícias mais importantes diretamente no seu email. Informação clara, independente e atualizada todos os dias.
Siga-nos no WhatsApp
Cadastre-se em nosso canal oficial e receba alertas, novidades e conteúdos exclusivos do Uruguai Al Día.
🔔 Entre no canal do WhatsApp