A consultoria Factum divulgou uma nova medição da aprovação de Orsi como presidente e registrou queda de dois pontos entre junho e agosto, enquanto a desaprovação permaneceu estável e as avaliações neutras aumentaram. Segundo pesquisa apresentada no VTV Noticias, até agosto de 2025 a aprovação chega a 44%, a avaliação neutra 33% e a reprovação 22%, com 1% que não soube ou não respondeu.
Na pesquisa de junho, a aprovação foi de 46%, a avaliação neutra 31% e a reprovação 22%. A Factum interpreta este aumento de opiniões neutras como uma elevada proporção de cidadãos que não estão nem a favor nem desaprovadores cinco meses após o início do governo, e sustenta que o saldo global permanece positivo.
A consultora atribui esta relativa indiferença ao pouco tempo de mandato e à ausência de uma marca forte na agenda governamental, que define como um início cauteloso, com poucos anúncios e sem transformações profundas. Ao desagregar por votação em outubro de 2024, Factum aponta que 75% dos que votaram na Frente Ampla aprovam a gestão e apenas 4% desaprovam; entre os eleitores da coalizão, 16% aprovam e 41% desaprovam.
O relatório destaca que o apoio presidencial está fortemente condicionado pela votação anterior e que há baixa transversalidade para além do eleitorado oficial. Um facto relevante, aponta a consultora, é que os eleitores da oposição não se voltam massivamente para a desaprovação e explicam grande parte do volume de avaliações neutras.
Em resumo, apesar de ligeiras alterações face à medição anterior, a Factum considera que os níveis de aprovação da Orsi não apresentam variações substanciais. O levantamento foi feito por celular entre 21 de julho e 4 de agosto com 900 casos; A margem de erro é de +/- 1,7% (1 sigma) e +/- 3,3% (2 sigma). Por sua vez, a consultoria Opción apresentou uma medida que marca 43% de avaliação neutra, 29% que considera a gestão muito boa ou boa e 22% que a julga muito má ou má; outros 6% não souberam ou não responderam. Opción explica que o predomínio de avaliações neutras está ligado ao pouco tempo decorrido e à percepção de ausência de mudanças significativas, consistente com um início de mandato sem grandes iniciativas legislativas ou decretos que gerassem debate público.
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