Greve de professores em Montevidéu: demanda por orçamento e segurança na educação
A assembleia dos professores do ensino secundário do Montevidéu decidiu realizar uma greve de 24 horas na segunda-feira, 11 de novembro, com um comício às 12h em frente à Torre Executiva.
A decisão faz parte de uma série de reivindicações que os sindicatos docentes vêm promovendo há meses: um orçamento maior para a educação pública e o cumprimento do pedido histórico de 6+1% do Produto Interno Bruto (PIB) destinado à educação e à inovação.
Reivindicações acumuladas e uma mensagem política
Os professores apontam que a falta de recursos afeta diretamente as condições de ensino e de trabalho e alertam que a situação é crítica em diversas escolas de ensino médio da capital. “O sistema educacional é sustentado pela vocação docente, mas não pode continuar a depender do sacrifício individual”, disse um porta-voz da Federação Nacional dos Professores do Ensino Médio (Fenapes).
A proposta 6+1% implica destinar 6% do PIB à educação e mais 1% à ciência e tecnologia, meta defendida pelo movimento docente há mais de uma década.
A manifestação em frente à Torre Executiva procurará tornar visível a reivindicação e pressionar o governo a incluir melhorias orçamentais no próximo relatório de prestação de contas.
Solidariedade com outros sindicatos e contexto recente
A medida dos professores do ensino secundário soma-se ao que foi resolvido na sexta-feira pelos professores do ensino inicial e primário de Montevidéu, que decidiram prolongar a greve por pelo menos mais 24 horas. No caso deles, as demandas concentram-se na segurança após os episódios de violência ocorridos em um Escola Flor de Maroñas, onde professores foram agredidos por familiares de alunos.
Ambos os sindicatos anunciaram coordenação de ações em defesa da educação pública e de condições dignas de trabalho. Paralelamente, os estudantes de formação de professores em Colônia e Rivera ocuparam seus centros rechaçando os cortes de turmas e o encerramento de cursos.
“Sem orçamento não há educação de qualidade”
As organizações sindicais insistem que o actual nível de investimento limita as possibilidades de oferecer uma educação equitativa. Exigem melhorias salariais, infra-estruturas adequadas e mais recursos para a inovação. “Não se trata apenas de números, mas de apostar no futuro do país”, afirmaram em comunicado.
Os dirigentes da Fenapes acrescentaram que a paralisação busca enviar uma mensagem política clara: sem financiamento suficiente não é possível sustentar a qualidade educacional ou garantir a inclusão.
Preocupação com a violência nos centros educacionais
Outro ponto-chave da reivindicação é a segurança nas instituições. O sindicatos alertam devido ao aumento de situações de violência dentro e fora dos centros, e exigem protocolos de prevenção eficazes. “Não podemos aceitar que ensinar seja uma atividade de risco”, expressaram da Associação Uruguaia de Professores (Ademu).
O ataque aos professores da escola de La Paz, bem como de outras Centros de Montevidéu, gerou preocupação no sistema educacional. Ele Escritório em casa anunciou reforços específicos, mas os sindicatos consideram a resposta insuficiente.
Um conflito que permanece latente
A greve desta segunda-feira, dia 11, pode marcar o início de uma nova etapa de mobilização docente. Se não houver progressos concretos, os sindicatos não descartam medidas faseadas nas próximas semanas.
O debate sobre o orçamento educacional atravessa o cenário político nacional. Enquanto o Governo afirma que aumentou o investimento, os sindicatos asseguram que os fundos ainda são insuficientes para cobrir as necessidades do sistema.
O dia de protesto em frente à Torre Executiva busca recolocar o tema na agenda pública e alertar que a educação continua sendo um eixo de conflito social e político no Uruguai.
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